O Projeto D_Corpo de NÃO Baile é um projeto de ensaio fotográfico que surgiu a fim de quebrar o estereótipo criado dentro do ballet clássico do Corpo de Baile, e assim, realizar um ensaio com corpos diversos (bailarinos e dançarinos) sem algum padrão. Dentro desse corpo diversificado e com a junção deles, o intuito também é criar novos formatos e novas imagens de corpo. 

 O resultado disso foi a criação de uma obra colaborativa na exposição interativa online do dia 27/03 e agora a exposição de todo projeto fotográfico por aqui.

 

Projeto Contemplado Pela Lei Aldir Blanc de Bragança Paulista

FICHA TÉCNICA

 

Produção/Direção de Arte e Fotografia - Mariana Magalhães

Coreografia - Thaís Ono

Figurino - Jonatan Gustavo 

Maquiagem - Isadora Teixeira

Assistente de Fotografia - Ângelo Lanche

Apoio de Som: Marcos Leite Till

Apoio Exposição Interativa: Bia Raposo

Apoio Montagem Exposição: Fernando Mucedola

Bailarinos: Thaís Ono, Raoni Xavier, Cindy Hitomi 

 

Agradecimentos: Secretaria de Cultura e Turismo de Bragança Paulista

...A dança é uma linguagem de comunicação desde os primórdios da humanidade, nós usamos os movimentos para entender o mundo. E assim é a dança pra mim, uma forma de me comunicar com o mundo…Raoni Xavier - Bailarino Corpo de NÃO Baile

"Dançar pra mim é expressar sentimentos em forma de movimentos. Arte que liberta e transforma!" Cindy Hitomi - Bailarina Corpo de Não Baile

"Dançar é arte corporal em constante comunicação.  

Quem dança se move em ritmo, “oitos”, respirando conforme o universo manda.  

Aquele que dança enxerga nas coisas mais simples um certo balanço, ângulo, cores e vibrações diferentes." Thaís Ono - Bailarina e Coreografa do Corpo de Não Baile

"A experiência de montar um corpo em conjunto com outras mentes me foi muito interessante. Principalmente pelo fato de conseguirmos chegar a acordos muito facilmente, como se estivéssemos todos conectados de algum modo.

Gostei de observar também que no início do processo foi como se, inconscientemente, estivéssemos presos a um certo padrão, tentando encaixar corretamente as partes escolhidas, mas com o passar do tempo a peça passou a se "desmontar", tornando aceitáveis os espaços e a não-obviedade, o que eu interpretei como uma maneira de finalmente nos sentirmos confortáveis com o que nós realmente somos e queremos depois de tanto tempo tentando caber nos padrões de uma sociedade baseada numa suposta perfeição.Raquel Diniz - Participante da Obra Colaborativa.

Essa exposição me levou a refletir sobre os diferentes corpos que existem, como cada um é único, e como eles se encaixam sem existir um padrão estético. As cores e o preto e branco também me trouxeram como um sentimento desses corpos, existindo dias coloridos, felizes, e dias pretos e brancos tristes. Às vezes transmitimos a cor mas na verdade estamos em preto e branco por dentro, e vice versa. Mas por que vem essa imagem? O branco e preto pode ser feliz também, o colorido pode ser triste também. Foi uma questão que ficou pra mim.

E o encadear das fotos me fez pensar em como éramos antes da pandemia, todos juntos, e de repente nos separamos, quando as fotos já não estão totalmente conectadas, e imagino o fio vermelho ocupando os espaços das imagens, representando o vírus que está nos separando.Gisele Garcia - Participante da Obra Colaborativa.

obra colaborativa - O CORPO CONECTADO FRAGMENTADO

lambe-lambe realizado em processo interativo pelas redes sociais e montagem em encontro

no aplicativo zoom.

 

Alice Carvalho, Ângelo Lanche, Beatriz Raposo, Egle Chefaly, Filipe Pereira, Flávia Zenorini, Gabriel Cardoso, Gisele Garcia, Henrique Balleiras, Jonatan Gustavo, Júlia Amaral, Raquel Diniz, Thaís Ono e Victória Rocha.

Eu senti que casou bem a sequência da montagem das imagens, com a união das interações. No início tava todo mundo junto, colocando a ideia juntos, fazendo uma montagem mesmo mais juntos. Depois notei que, quando começou a internet das pessoas cair e algumas sair, as ideias também ficaram mais abertas e mais separadas, mas como um complemento à mesma obra. A diferença entre o início, o meio e o fim, fez todo sentido pra arte final. Senti uma sincronia imensa entre o conceito da arte com a interação das pessoas.Flávia Zenorini - Participante da Obra Colaborativa

O resultado final da obra, mostra como a gente pode ser composto de várias partes diferentes que compõem uma coisa só, uma coisa única, que é o que é cada pessoa.

E também reflete muito o que foi comentado, de como a gente tenta se encaixar em várias partes pra seguir um padrão, mas depois a gente larga mão disso e só fica com as partes livres daquilo que a gente quer ser.Gabriel Cardoso - Participante da Obra Colaborativa.

Corpos que se misturam e no fundo são os mesmos. Desfragmentar as coisas, procurar se encaixar foi muito profundo. Realmente a busca e a pressão por se encaixar, pertencer é enorme.Alice Carvalho - Participante da Obra Colaborativa